segunda-feira, 6 de junho de 2011

Gylmeslena e Joelesony,



Queridas crianças, desculpem-me esse terrível engano, nunca mais, prometo, nunca mais mesmo, esquecerei nomes tão originais e só tenho uma coisa a dizer aos seus pais: "o que importa é que elas tenham saúde..."

Pois é amiga Rose e afins blogueiros e blogueiras, tenho muita coisa para contar da minha infância, claro que ela não teria sido o que foi, sem a participação dos meus amados pais: A vovozinha do bem e o mão fechada Sr. Lalá. A criatividade desse casal era de surpreender ( a falta de dinheiro faz isso), sempre tinham uma forma de realizar nossos desejos, mesmo que fossem meio tortos, rsrsr..  Foi bom que aprendi que nem sempre o que desejamos, recebemos e isso pra idade adulta é um ensinamento sem preço.

Não sei se algum de vocês são do tempo em que teve uma promoção onde se comprava uma dúzia de ovos e se ganhava um pintinho, mas eu sou. 

Minha mãe me mandava ao mercado com uma ordem: compre os ovos mas não traga os pintos. Eu por minha vez, já chegava no mercado  (CASAS DA BANHA) perguntando se eles tinham pintos, senão ia para o próximo (MAR E TERRA), como os pintos iam se mortos afogados caso ninguém os quisesse, as caixas de mercado se solidarizavam com os mesmos e comigo e me davam quantos eu quisesse. 

Minha casa, caros amigos e amigas, virou uma granja, com um total de 23 pintos, que viraram frangos e para os quais eu dava aula diariamente no meu quadro negro. 

Na primeira enchente que eu me lembro de presenciar no Rio de Janeiro, 14 morreram afogados e eu em desespero tive que me despedir de meus amados alunos, mas creiam que todos eles tiveram um funeral digno de um rei.
Ficaram 9 que cresceram e ficaram robustos, meu pai como sempre, muito criativo, para me convencer a transformar meus frangos em almoço: me prometeu um Mico trazido direto de São Sebastião em Santos e assim foi um a um para a panela e depois para nossa mesa, onde eram saboreados por toda a família, menos é claro por mim, que passava todo o almoço chorando e desejando a chegada desse Mico, que na realidade nunca chegou, é claro, para o meu castigo por ser tão interesseira e volúvel (outro ensinamento para a vida adulta: não troque o certo pelo duvidoso). 
Sobrou um Frango o Josefino, que por ter comido veneno de rato e por milagre sobrevivido, ninguém queria come-lo por receio e um pouco de nojo. Esse vingou toda a sua classe aviaria, cresceu, virou um enorme galo, ganhou esposas, e se tornou praticamente um cão de guarda em meu quintal, onde só eu e minha mãe podíamos andar. Por ter morrido de velho muitos anos depois, inclusive viúvo duas vezes e já quase formado em minha escola, transformou a vida do meu pai em um inferno, ele o atacava sem dó nem piedade ,vingança talvés por ter se alimentando de sua família de penosos. 

Bem essa é só mais uma parte da minha infância que foi recheada de métodos de educação bem criativos para aquela época. Não sei se isso daria certo nos dias de hoje, mas para mim deu, eu acho. Tudo bem que as vezes eu viajo na maionese mas fazer o que? quem mais faria isso além de uma pessoa que alfabetiza frangos e aceita Lebres Pink como Ratos Italianos? Só a MAMAMUTE.
Boa Noite Amigos e Amigas, tenham uma ótima semana.